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Hoje é dia de ir ao campo comer o borrego, tradição que faz muitos Alentejanos saírem das suas casas com a “merenda” recheada de algumas amêndoas, borrego e onde não pode faltar o folar, dia em que a cidade fica deserta e os campos ganham vida, é dia de brincar, correr, saltar, colocar a conversa em dia com familiares que  se deslocam propositadamente para celebrar  a Páscoa Alentejana.

Acreditem que ainda hoje é assim em muitas freguesias no Alentejo.

 Recebi de um amigo uma mensagem com este texto que gostaria de partilhar com quem me visita. 

A Páscoa é sempre no primeiro Domingo depois da primeira lua cheia depois do equinócio de Primavera (20 de Março).
Esta datação da Páscoa baseia-se no calendário lunar que o povo hebreu usava para identificar a Páscoa judaica, razão pela qual  a Páscoa é uma festa móvel no calendário romano.
Este ano a Páscoa acontece mais cedo do que qualquer um de nós irá ver alguma vez na sua vida!E só os mais velhos da nossa população viram alguma vez uma Páscoa tão temporã (mais velhos do que 95 anos!).1)      A próxima vez que a Páscoa vai ser tão cedo como este ano (23 de Março) será no ano 2228 (daqui a 220 anos).
A última vez que a Páscoa foi assim cedo foi em 1913.
2)      Na próxima vez que a Páscoa for um dia mais cedo, 22 de Março, será no ano 2285 (daqui a 277 anos).
A última vez que foi em 22 de Março foi em 1818.  Por isso, ninguém que esteja vivo hoje, viu ou irá ver uma Páscoa mais cedo do que a deste ano.

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Presépio e árvore de Natal (reciclado) na praça

Por razões de proximidade e até um parentesco por afinidade vim a descobrir qual o motivo de meia dúzia de alcunhas em S. Pedro, gostaria de partilhar convosco essa origem.
S. Pedro do Corval é uma aldeia que fica no coração do Alentejo e como todas as povoações rurais antes do 25 de Abril a maioria das famílias viviam com dificuldades, recorrendo muitas das vezes a uma economia de subsistência para poderem viver com alguma dignidade, muitas dessas famílias recorriam a ginásticas financeiras para poderem alimentar os seus filhos, criando animais, nomeadamente porcos e galinhas e plantando legumes, por vezes recorriam as crianças para poderem recolher dos montados, lenha para se aquecerem durante o Inverno e bolota para reforçar, a alimentação dos porcos e das galinhas mesmo não sendo permitido pelas forças policiais.(Guarda Nacional Republicana). Consta que no posto de S. Pedro do Corval havia um comandante que gostava da rapaziada.
Estão recordados: do Cuco a Cuca, o Picanço, o Melro e o Gaiolas; segundo parece estes amigos, três deles ainda vivos, foram “roubar boleta” expressão muito usada na altura, quando já tinham uma certa quantia aparece o cabo da guarda que os tenta identificar para poder pedir responsabilidades aos seus progenitores.
-Então como se chamam?
Ao que um responde
– Eu sou o Cuco.
-E tu?
-Eu sou irmã dele sou a Cuca.
-E tu ?
-Eu o Melro.
-Mau…Mau e tu?
-Eu o Picanço.
-Ai…Ai…vamos lá ver.!!!
– Não diga nada Sr. Guarda não se vê que sou o Gaiolas?
Ao que o Guarda responde:
-Tal não é este bando que até trazem a gaiola e tudo, então se já comeram tudo toca a voar daqui passarada.

Acreditam meus amigos que alguns deles não se devem lembrar da última vez que foram chamados pelo nome verdadeiro. O caso da Cuca por exemplo de seu nome “Vitória”.

Templo vestido de branco

Sempre gostei muito desta quadra por isso aqui deixo estes dois poemas para reflexão, desejando a todos um bom Natal e um ano de 2008 ainda melhor!!!

Quando um Homem quiser!

Tu que dormes a noite na calçada de relento
Numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que dormes só no pesadelo do ciúme
Numa cama de raiva com lençóis feitos de lume
E sofres o Natal da solidão sem um queixume
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

Tu que inventas ternura e brinquedos para dar
Tu que inventas bonecas e combóios de luar
E mentes ao teu filho por não os poderes comprar
És meu irmão amigo
És meu irmão

E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei
Fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei
Pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei
És meu irmão amigo
És meu irmão

Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher

José Carlos Ary dos Santos

Ovelhas

Hoje é dia de ser bom.
É dia de passar a mão pelo rosto das crianças,
de falar e de ouvir com mavioso tom,
de abraçar toda a gente e de oferecer lembranças.
É dia de pensar nos outros, coitadinhos, nos que padecem,
de lhes darmos coragem para poderem continuar a aceitar a sua miséria,
de perdoar aos nossos inimigos, mesmo aos que não merecem,
de meditar sobre a nossa existência, tão efémera e tão séria.
Comove tanta fraternidade universal.
É só abrir o rádio e logo um coro de anjos,
como se de anjos fosse,
numa toada doce,
de violas e banjos,
Entoa gravemente um hino ao Criador.
E mal se extinguem os clamores plangentes,
a voz do locutor
anuncia o melhor dos detergentes.
De novo a melopeia inunda a Terra e o Céu
e as vozes crescem num fervor patético.
(Vossa Excelência verificou a hora exacta em que o Menino Jesus nasceu?
Não seja estúpido! Compre imediatamente um relógio de pulso antimagnético.)
Torna-se difícil caminhar nas preciosas ruas.
Toda a gente se acotovela, se multiplica em gestos, esfuziante.
Todos participam nas alegrias dos outros como se fossem suas
e fazem adeuses enluvados aos bons amigos que passam mais distante.
Nas lojas, na luxúria das montras e dos escaparates,
com subtis requintes de bom gosto e de engenhosa dinâmica,
cintilam, sob o intenso fluxo de milhares de quilovates,
as belas coisas inúteis de plástico, de metal, de vidro e de cerâmica.
Os olhos acorrem, num alvoroço liquefeito,
ao chamamento voluptuoso dos brilhos e das cores.
É como se tudo aquilo nos dissesse directamente respeito,
como se o Céu olhasse para nós e nos cobrisse de bênçãos e favores.
A Oratória de Bach embruxa a atmosfera do arruamento.
Adivinha-se uma roupagem diáfana a desembrulhar-se no ar.
E a gente, mesmo sem querer, entra no estabelecimento
e compra. louvado seja o Senhor!. o que nunca tinha pensado comprado.
Mas a maior felicidade é a da gente pequena.
Naquela véspera santa
a sua comoção é tanta, tanta, tanta,
que nem dorme serena.
Cada menino
abre um olhinho
na noite incerta
para ver se a aurora
já está desperta.
De manhãzinha,
salta da cama,
corre à cozinha
mesmo em pijama.
Ah!!!!!!!!!!
Na branda macieza
da matutina luz
aguarda-o a surpresa
do Menino Jesus.
Jesus
o doce Jesus,
o mesmo que nasceu na manjedoura,
veio pôr no sapatinho
do Pedrinho
uma metralhadora.
Que alegria
reinou naquela casa em todo o santo dia!
O Pedrinho, estrategicamente escondido atrás das portas,
fuzilava tudo com devastadoras rajadas
e obrigava as criadas
a caírem no chão como se fossem mortas:
Tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá-tá.
Já está!
E fazia-as erguer para de novo matá-las.
E até mesmo a mamã e o sisudo papá
fingiam
que caíam
crivados de balas.
Dia de Confraternização Universal,
Dia de Amor, de Paz, de Felicidade,
de Sonhos e Venturas.
É dia de Natal.
Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade.
Glória a Deus nas Alturas.
António Gedeão

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Um dia destes por motivos que não vêm ao caso tive necessidade de me deslocar à minha terra Natal de Autocarro (Carreira) como lhe chamam por aqui. Acontece que há mais de 20 anos que o não fazia. Não imaginam, caros amigos como foi estranho, um autocarro com ar condicionado, com cintos de segurança, sem cobrador, sem os gritos dos rapazes e raparigas que no meu tempo se cumprimentavam sempre muito efusivamente. Pensei para comigo, como isto mudou para melhor, no meu tempo não era assim…
Porem ao chegar ao Terminal Rodoviário de Reguengos de Monsaraz, que desilusão, na realidade as coisa por ali tinham mudado para pior!!!
Em vez da pequena sala de espera, que acolhia todas as crianças que logo pela madrugada chegavam como bandos de pardais com o seu chilrear madrugador e o Sr. Mário que no Inverno estava sempre pronto para abrir a porta para acolher os que chegavam por volta das sete da manhã, com um ar carrancudo dizia: -“Se fazem muito barulho vão para o fresco.”
Foi mesmo aqui que tudo mudou para pior, o actual terminal rodoviário é um barracão e repito, barracão no verdadeiro sentido da palavra, com um enorme pé direito, sem o mínimo de condições, as cadeiras já foram, hoje estão transformadas em bancos estão ligadas umas ás outras por ripas porque os pés já estão todos partidos, as lâmpadas florescentes no tecto só metade funciona, o balcão de atendimento é melhor nem comentar.
Mas se pensam que a minha desilusão ficou por aqui, acreditem que não, Há 34 anos eu e todos os meninos da freguesia de Corval fazíamos o percurso Reguengos, Carrapatelo, Stº António do Baldio e Corval, acreditem se quiserem a estrada que ligava o Carrapatelo à Estrada de S. Tiago Maior era estreita mas estava alcatroada em condições, agora meus senhores, continua estreita nas do alcatrão apenas conseguimos ver alguns restos que os buracos deixam transparecer.
Acreditem que não sou saudosista mas gostaria de ver os utentes desta estrada e destes transportes, tratados ao menos com a mesma dignidade de à 34 anos atrás.
Fiquei triste muito triste mesmo, por saber que o Município da minha jovem cidade não consegue reparar nestes pormenores!!!

 “Ladeiras de Monsaraz”


Na sequência das obras de “Criação de Parque de Estacionamento em Monsaraz em Zona Interdita à Construção” destruindo as “Ladeiras de Monsaraz”, bem como caminhos centenários e as respectivas calçadas medievais, decorre uma petição dirigida ao Presidente da Câmara de Reguengos de Monsaraz pedindo a suspensão das obras.

Juntam-se endereços e links para a petição on-line e para obter mais informações de todo o processo:

http://www.petitiononline.com/Monsaraz/
http://adim-monsaraz.blogspot.com

 Post original Mais Évora

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foto retirado do blog do Grupo de Caminheiros de Évora

Carta enviada à Câmara Municipal de Évora por uma utente da ecopista !!!

Sendo do conhecimento da população de Évora , que um grupo de  cidadãos organizou um abaixo assinado no qual propõe a alteração do regulamento de utilização da ecopista, para que seja permitido a utilização de cavalos “uma espécie de hipódromo” permitindo aos cavaleiros a utilizar livremente o espaço terreo.

Cabe-me assim ficar indignada com tal proposta por várias razões:

 – Os regulamentos não deverão ser alterados, porque uma minoria assim o pretende.

– Como é do conhecimento de todos nós a obesidade é a segunda causa de morte em Portugal tendo em conta todos os factores que a ela estão associados o que levou o OMS a fazer algumas recomendações; Relativamente à actividade física recomenda-se um mínimo de 30 minutos diários para a redução do risco de doença cardiovascular, diabetes, cancro do cólon e da mama. Se o objectivo for o controlo ou a redução de peso, pode ser necessário aumentar o tempo diário dedicado à prática de actividade física. – Neste momento a ecopista é utilizada diariamente por centenas de pessoas, uns a pé outros de bicicleta tornando este percurso o local de eleição para a pratica dessa actividade.

Se neste momento a ecopista não satisfaz a 100% os seus utilizadores, devido a algumas deficiências,  má iluminação, pouca vigilância e falta de cuidado na limpeza dos dejectos dos cães (culpa dos donos). Também é certo que existe uma boa coabitação entre todos os utilizadores adultos e crianças. O que não se sabe é qual o comportamento dos cavalos perante uma ecopista com caminheiros e ciclista constantemente no seu caminho, visto que como animais irracionais naturalmente são imprevisíveis; outro dos contratempos são os dejectos pois os de um cavalo não se podem comparar com os de um cão.

Para terminar e fundamentar a minha indignação gostaria de lembrar que a OMS, entre as outras recomendações foi proposto aos estados membros; – Desenvolvimento de políticas multisectoriais para a promoção da actividade física. 

-Implementação de programas escolares que apoiem a adopção de hábitos alimentares saudáveis e de práticas de actividade física adequadas.
Ao que parece Évora consegui dar um passo em frente com a aceitação dos Eborenses e não só; assim espero que a autarquia não ceda perante esta pretensão e que de uma vez por todas percebam que o Hipismo é um desporto só para alguns, com um poder económico acima da média; que o ciclismo é para a classe média baixa e o pedestrianismo é um desporto ao alcance de todos , os que têm muito, pouco ou nada.

Sejamos razoáveis e não vamos ceder a pressões.

Durante as obras a decorrer no Museu de Évora, foi encontrado um torso de imperador divinizado que vai ser apresentado pela primeira vez ao público dia 17 de Novembro no Convento dos Remédios pelas 15 horas… Estão todos convidados.

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