Abril 2007


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Grande monólito de forma cilindróide muito regular.O menir granítico do Outeiro tem cerca de 6 metros de altura e é o maior que existe em Portugal. Foi encontrado tombado em 1964, por J. P. Gonçalves, o descobridor, procedeu à erecção do menir, que teria funcionado, até épocas não muito longínquas, como objecto de rituais de fertilidade, por parte das populações locais.

Contexto paisagístico

O menir implanta-se numa área muito aplanada, com uma pendente geral para Leste; geologicamente, trata-se de um substrato de xistos e corneanas, sem afloramentos visíveis, nas imediações do menir, embora os quartzodioritos/ tonalitos ocorram a curta distância. O menir do Outeiro parece assinalar o limite Nordeste da mancha megalítica de Reguengos .

Rua do Outeiro

Uma rua da Aldeia do Outeiro

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Cravo do meu quintal

 

O Primeiro passo 

Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

….

 Segundo: Sofia de Mello Brayner ….

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo

 Para mim…. o 25 de Abril…

É  ir ao meu quintal tirar uma fotografia de um cravo e poder estar aqui !!! Escrever: Criticando, Elugiando… sem medo dos nossos próprios pensamentos, como acontecia com os nossos Pais e Avós.

Pois as paredes deixaram de ter ouvidos (expressão muito utilizada no Alentejo no tempo da Ditadura ” Cuidado que as paredes têm ouvidos”).

Abril hoje e sempre!!!

Depois de ter descoberto que fui momeada pelo Papagueno como um dos 5 blogs que faz pensar, primeiro fiquei muito surpresa e honrada, pois como todos sabem sou muito “nova” neste mundo dos blogs, depois tive que descobrir o que iria fazer com tal distinção, só agora tive oportunidade de fazer a minha parte e nomear os 5 blogs que me fazem pensar  cada um à sua maneira desenvolvem em mim pensamentos uns com os pés mais assentes na terra outros permitido os pensamentos voarem…

E os nomeados são:

Momentos & Documentos

Canto Poético

O Restaurador da Idependência

Querubimperegrino

Monsaraz

 Mais uma vez queria agradecer a quem me honrou com tal distinção dizendo que o Bairro do Amor é um epaço onde vou muitas vezes e continuarei a ir pois também é um espaço especial para mim.

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Por terras do Alentejo …Arrabaldes de Monsaraz

Na Mitologia grega

Gaia ouGéia , A deusa Mãe primordial, geradora de todos os deuses, a deusa-terra, livre de nascimento ou destruição, de tempo e espaço, de forma ou condição. Surgiu do vazio eterno, dançando e girando sobre si como se fosse uma esfera em rotação. Moldou as montanhas segundo sua espinha, os vales pelos buracos de sua pele, os morros e planícies de acordo com seus contornos. De sua quente umidade fez nascer um fluxo de chuva que banhou e alimentou a sua superfície trazendo a vida e pequenos filhotes verdes se lançaram através de seus poros. Encheu os oceanos e lagoas e fez os rios correrem através de profundos sulcos. Observou suas plantas e animais crescerem e, então, trouxe à luz de seu útero seis mulheres e seis homens, os humanos mortais, e posteriormente deu-lhes um oráculo para orientação deles. Nos morros de Delfos, fez brotar vapores que subiram por uma fenda nas rochas, envolvendo uma sacerdotisa capaz de interpretar as mensagens que surgiam da escuridão de sua terra-útero. Os mortais viajavam longas distâncias para consultar o oráculo e ouvir suas previsões para suas ansiedades. Comovida com suas criaturas humanas e seus ansiosa a deusa-terra aceitou os mortos em seu corpo e passou a ser reverenciada por todos os mortais. Muitos dos seus templos eram construídos próximo a pequenas fendas, onde anualmente os mortais ofereciam bolos doces.

ler mais:

Gostaria de Divulgar este SÍTIO que muito tem para dar aos Alentejanos …

Dizem que havia um pastor
antre Tejo e Odiana,
que era perdido de amor
per ua moça Joana.
(Bernardim Ribeiro, Écloga de Jano e Franco)

Pôr do Sol no Guadiana

Margens do Guadiana

Uadiana ou Odiana foi o nome deste importante curso de água, eixo do al Garb al Andalus, que em árabe quer dizer o ocidente da Hispânia, englobando, grosso modo, a Andaluzia, hoje na Espanha, e os nossos Alentejo e Algarve. Odiana sobreviveu à reconquista, no século XIII, e assim se manteve, por mais três centenas de anos, na linguagem dos portugueses. Antre Tejo e Odiana era o nome da grande comarca e da circunscrição administrativa meridionais, ao tempo em que este rio foi fronteira entre os reinos de Portugal e de Leão, isto é, entre 1271 e 1295. Por seu lado os castelhanos transformaram o uadi, radicado na região ao longo de cinco séculos de ocupação islâmica, em guadi, elemento que ainda hoje compõe o nome de muitos rios do sul de Espanha, como Guadalimar, Guadalupe, Guadojoz e o mais conhecido de todos, o grande Guadalquivir. Guadiana é, assim, um nome importado que se impôs em virtude da sua posição raiana e que, a partir do século XVI, substituiu o antigo Odiana, perpetuado na Écloga de Bernardim Ribeiro.(Galopim de Carvalho, Guadiana antes de Alqueva)
Desde sempre, como qualquer grande rio, o Guadiana foi pólo de atracção das populações. Os mais antigos testemunhos datam do Paleolítico, representado por abundantes utensílios em pedra lascada jacentes nos seus terraços. Tal atracção percorreu toda a Pré-história e os tempos históricos até aos nossos dias, sendo de assinalar, entre outros, os vestígios da ocupação romana, deixados nas minas de pirite de S. Domingos, a presença islâmica, hoje bem conhecida em Mértola, os vários castelos e praças fortes edificados nas suas margens e cercanias, o porto mineraleiro do Pomorão e as muitas dezenas de açudes construídos no seu leito a fim de lhe represarem as águas e com isso mover as respectivas azenhas.
Na continuidade da relação do Homem com a terra, a barragem de Alqueva representa o mais recente e talvez o mais grandioso e esperançoso abraço entre o Alentejo e o grande Rio.

Portugal democrático

Nenhum conceito politico é mais usado e abusado, do que o da democracia. Quase todos os regimes se dizem democráticos, mas nem todas as “democracias” permitem a liberdade. E a liberdade vem antes de qualquer socedâneo Democrático.

…A democracia é uma condição necessária mas não suficiente para o bom governo e que ideias como poder da lei, direitos humanos e liberdades cívicas devem muitas vezes limitar os desejos das maiorias democráticas.
Bernard Crick- Democracia

Templo vestido de branco

 Está entre as 10 mais Votadas para as 7 Maravilhas de Portugal

Vamos todos Votar!

http://7maravilhas.pt/

O templo Romano de Évora é talvez um dos monumentos mais conhecidos da Cidade. Durante muito tempo impropriamente conhecida como Templo de Diana, foi reintegrado na sua actual forma há cerca de um século, depois de expurgado dos elementos medievais. As colunas conservadas, até à arquitrave, erguem-se sobre um pódio maciço e transmitem a harmonia das suas proporções, testemunhando a importância deste templo, certamente consagrado ao Culto imperial.

Pode ler mais em: AAVV,Imagens e Mensagens, Escultura Romana do Museu de Évora,IPM, 2005, p.25.

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