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Presépio e árvore de Natal (reciclado) na praça

Por razões de proximidade e até um parentesco por afinidade vim a descobrir qual o motivo de meia dúzia de alcunhas em S. Pedro, gostaria de partilhar convosco essa origem.
S. Pedro do Corval é uma aldeia que fica no coração do Alentejo e como todas as povoações rurais antes do 25 de Abril a maioria das famílias viviam com dificuldades, recorrendo muitas das vezes a uma economia de subsistência para poderem viver com alguma dignidade, muitas dessas famílias recorriam a ginásticas financeiras para poderem alimentar os seus filhos, criando animais, nomeadamente porcos e galinhas e plantando legumes, por vezes recorriam as crianças para poderem recolher dos montados, lenha para se aquecerem durante o Inverno e bolota para reforçar, a alimentação dos porcos e das galinhas mesmo não sendo permitido pelas forças policiais.(Guarda Nacional Republicana). Consta que no posto de S. Pedro do Corval havia um comandante que gostava da rapaziada.
Estão recordados: do Cuco a Cuca, o Picanço, o Melro e o Gaiolas; segundo parece estes amigos, três deles ainda vivos, foram “roubar boleta” expressão muito usada na altura, quando já tinham uma certa quantia aparece o cabo da guarda que os tenta identificar para poder pedir responsabilidades aos seus progenitores.
-Então como se chamam?
Ao que um responde
– Eu sou o Cuco.
-E tu?
-Eu sou irmã dele sou a Cuca.
-E tu ?
-Eu o Melro.
-Mau…Mau e tu?
-Eu o Picanço.
-Ai…Ai…vamos lá ver.!!!
– Não diga nada Sr. Guarda não se vê que sou o Gaiolas?
Ao que o Guarda responde:
-Tal não é este bando que até trazem a gaiola e tudo, então se já comeram tudo toca a voar daqui passarada.

Acreditam meus amigos que alguns deles não se devem lembrar da última vez que foram chamados pelo nome verdadeiro. O caso da Cuca por exemplo de seu nome “Vitória”.

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